".. and till action, lust
Is perjured, murderous, bloody, full of blame,
Savage, extreme, rude, cruel, not to trust,
Enjoy’d no sooner but despised straight,... "
Shakespeare, Sonnet 129
Dos sentimentos vis, extremos, duros
Que as almas gritam tristes odes vãos
Pelos éons, décadas, perdidos séculos,
Quais são fantasmas rudes que aqui estarão?
O gosto púrpura do enclave mouro!
Doce desejo sensual, um não
Amor que cega, sem sentido e traço,
Que destrói vidas, que s'alia à paixão.
Olhos oblíquos que incendeiam noites,
Um toque, um vício ébrio e tão terreno,
Um proibido abraço que se aceite.
Portas do céu que me levam ao inferno,
Seus lábios doces d'amor de beijos quentes,
Em mim, banhados em sangue e ódio eterno.