I tried to be your guiding star
So bright, I took you for a ride
Getting higher and higher
We touched the sky
Your small faces looking at me
Curious eyes trying to see
Me, as I was trying to be
A man, a father, a sage, a seer
A force of nature, looking out
for you. Laughing out loud
Running in the fields at dawn
Playing with toys, merry go round
So I tried to be our guiding star
Brighter, I took you for a ride
Getting higher and tired
I could no longer fly
The sky torn apart, the moon
Stared at us, I failed too soon
I tried to give my best to you
For you, I was never good
Enough
The foundation I built in pine
Yellow walls, once golden, dried
By the sun, as lines 'round my eyes,
I never got to show my feelings
Staring straight, fixed to the ceiling
I am sorry,
Still not enough
I put the weight on my back
Tried to be a guiding star,
A shadow taking you for a ride
Falling higher
Headed to the ground
I exploded, high and bright
A shooting star for you to see
sexta-feira, 18 de março de 2022
Prometheus
quinta-feira, 24 de maio de 2018
Mito
Olhei para um poço fundo e escuro
Gritei algumas poucas palavras e ouvi
Sua resposta e seu hálito úmido
Naquele dia quente de uma primavera
Sentei-me em sua beira, contemplando
Aquele vazio que sem fim se estendia
Minhas palavras eram assim proferidas
Suas respostas, incompreensíveis a mim
As pedras que jogava soavam e se perdiam
Memórias lançadas e logo devoradas
Onde antes havia um espelho e frescor
Exauriu-se após alguns outonos e invernos
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Desmaiado, pálido
E aqui estou, mais uma vez
Procurando por algo tão vago:
Uma palavra soprada das ondas
Trazida no grasnar das gaivotas.
Queria que o tempo fosse meu amigo:
Abraça-me e me diga que já foi.
Abraça-me e me diga que pode ser
De novo, como éramos e seríamos...
Sussurada, sua música me vem,
O cheiro doce do seu cabelo
E o aconchego do seu hálito
De café, pelas manhãs... Quais?
Desbotam, retratos antigos...
Hoje estou mais velho, olhos secos,
Meu corpo dói, minha alma, não se vê.
Não encontro mais consolo no mundo.
Não encontro mais meu lugar em você.
Procurando por algo tão vago:
Uma palavra soprada das ondas
Trazida no grasnar das gaivotas.
Queria que o tempo fosse meu amigo:
Abraça-me e me diga que já foi.
Abraça-me e me diga que pode ser
De novo, como éramos e seríamos...
Sussurada, sua música me vem,
O cheiro doce do seu cabelo
E o aconchego do seu hálito
De café, pelas manhãs... Quais?
Desbotam, retratos antigos...
Hoje estou mais velho, olhos secos,
Meu corpo dói, minha alma, não se vê.
Não encontro mais consolo no mundo.
Não encontro mais meu lugar em você.
sábado, 5 de agosto de 2017
Ominous
"And what rough beast, its hour come round at last,
Slouches towards Bethlehem to be born? "
Forever there, the dry dunes stand
Vultures silently spiraling all over
Rivals coming from the sky,
Stars
Fireworks falling like rain, suns
Burning the ground and the ashes
Long-lost meaning, soft spoken
Words
Letters sprayed all over the desert,
Grains of dust climbing in a storm
Coming from the turning clouds
The falcon
The wedding day has merciless arrived
The darkened glances become the lights
The whispers of forgotten woes
Embrace beasts of forgotten lores
What have been made of the prophets
Whose mouths full of dust and ashes
Scattered glimpses of hope
Turned into blind lunacy?
What have been made of their mystic words?
Has the serpent been turned into blessings,
Or golden kisses have become poison?
From the ruins of the sacred cities, I see clearly
The silent angel of doom cryptically slouches
Towards you, towards me, towards your child.
And a despised creature, spat out of its grave,
Creeps out of nightmares into your cradle,
Bearing your name.
Slouches towards Bethlehem to be born? "
Forever there, the dry dunes stand
Vultures silently spiraling all over
Rivals coming from the sky,
Stars
Fireworks falling like rain, suns
Burning the ground and the ashes
Long-lost meaning, soft spoken
Words
Letters sprayed all over the desert,
Grains of dust climbing in a storm
Coming from the turning clouds
The falcon
The wedding day has merciless arrived
The darkened glances become the lights
The whispers of forgotten woes
Embrace beasts of forgotten lores
What have been made of the prophets
Whose mouths full of dust and ashes
Scattered glimpses of hope
Turned into blind lunacy?
What have been made of their mystic words?
Has the serpent been turned into blessings,
Or golden kisses have become poison?
From the ruins of the sacred cities, I see clearly
The silent angel of doom cryptically slouches
Towards you, towards me, towards your child.
And a despised creature, spat out of its grave,
Creeps out of nightmares into your cradle,
Bearing your name.
domingo, 24 de julho de 2016
Stabat Mater
"Stabat mater dolorósa
juxta Crucem lacrimósa,
dum pendébat Fílius."
- Stabat Mater.
Tu homem, senhor da Terra e do Pó,
Tu homem, cuja mão inclemente,
Os sopros da vida, sufoca e saqueia.
Tu homem, de olhar morto e ávido.
Tu homem, veja as ruínas que abraçou.
Tu homem, tocaste a face da manhã
E dela fizeste um horror de piche,
Tu homem, de vazia e negra alma.
Pelos séculos violaste a inocência,
Pela eternidade, te afogaste em orgias,
Embriagado pelo sangue fraterno,
Depravado por mórbida cobiça.
Tu homem, vi-te clamar sabedoria
Enquanto esmagavas os teus pais,
Indiferente às suplicas dos filhos,
Vi-te vestir a púrpura do suplício.
Tu homem, repugnante hipócrita,
Conclamas teu deus e tua salvação
Enquanto cerras os olhos a dor,
Vestes a mortalha da indiferença.
Vi os pequenos corpos flutuando,
Trazidos pelas ondas do velho mar.
Rios de lágrimas na Lua Crescente
Rios de sangue lavam teu Berço.
Vi a ignóbil violência das palavras
Proferidas pelas bocas dos Reis.
Muralhas e projetos de desunião
Vi execuções em nomes de deus.
Vi a morte, tua amante, abraçada
Em teus atos contra teus irmãos.
Vi a tortura e execução sumária
De pais aos olhos de seus filhos.
Vi tu proclamar tua santidade
Vindoura de tua fé no salvador
Enquanto defendia a tortura
E o revide, a vingança, o ódio.
Ouvi as mentiras de teus lábios
Soam justas, sublimes, sagradas.
Porém, rastejas qual pior verme
No egoísmo de teus tristes atos.
Tu homem, do qual sou irmão,
Acusaste-me de heresia na fé.
Prendeste-me nas tuas fogueiras
Cujas chamas lambiam os céus.
Tu homem, abandonaste a vida,
Toda a esperança, ao adentrar
O inferno que criaste no mundo,
Para ser o Senhor, Alfa e Omega.
Tu homem, olha para teu salvador,
Veja a compaixão daqueles atos.
Tirarias a trave do teu coração?
Viverias da união e da tolerância?
Tu homem, alivia a dor que infliges
Aos pés dos montes, das cruzes,
Às crianças e aos pobre e perdidos,
Ao peito de tua mãe aos teus pés.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Délire
Havia algum tempo, observava a estrada a noite. Da lua cheia até a nova, em como a claridade se sobrepunha ao negrume do asfalto. Ora eram amantes, ora competiam para ver quem se engoliria primeiro. Até hoje não havia se decidido quem ganharia esse romance.
Aquele caminho seguia deserto, ligando duas pequenas vilas avessas entre si, e escarificando os campos e as florestas vicinais. Durante o dia, era pouco frequentada por caminhões de cana e milho. A noite, era frequentada por pequenos lobos, corujas e ratos.
Da janela do seu quarto, olhava para a estrada até pegar no sono. Acordava sobressaltado, muito suado, olhando para o mesmo cenário que vira antes de adormecer. O mesmo cenário que viu durante o sono. O mesmo que vira durante seus últimos dias de vida.
Nas noites mais quentes, tinha vontade de vestir seus sapatos e andar por aquele caminho. Mas, sempre era impedido por uma sensação de inquietação abstrata. Talvez causada pelos sonhos que tinha sempre, todas as noites, com aquele lugar.
Uma noite, após mais um de seus pesadelos, decidiu sair do quarto. Não havia lua no céu. Caminhou até a beira da estrada e a observou atentamente. Nuvens de chuva cobriam as estrelas e não se podia enxergar até onde as duas pontas do caminho levariam.
A luz, amante daquela estrada, não estava ali. Somente ela, toda disponível para si. Solitária ali, no negrume, dissolvendo-se. Quis tomá-la para si e se deitou, braços abertos como uma estrela. Abraçava-a e a beijava em sua fantasia. Sentiu um choque percorrer seu corpo.
Era uma dama vestida em preto que estava ali ao seu lado. Estendeu sua mão, chamando-o para uma caminhada em seu próprio corpo. Seus olhos eram negros de asfalto. Seu sorriso era um esboço da lua crescente, seu fiel amante, que tinha se escondido de seus toques.
Levantou-se e começou a caminhar. Escolheu um lado e se foi, enquanto uma garoa começava. Segui-a a distância. Não ouvia som algum. Não via nada, a não ser a estrada ali, que o acompanhava. Não havia horizonte, nem perspectiva. Só o caminho.
A chuva parou e lufadas de nevoeiro saiam do chão. Seus olhos secos olhavam com volúpia àquela que se afastava cada vez mais. Tentou correr, porém não teve forças. Tentou chamar, porém sua voz se perdeu na noite profunda. Até que percebeu algo diferente a sua frente.
Na ausência de horizonte, um vulto branco se aproximava rapidamente. Pouco a pouco, discerniu um homem velho vindo em sua direção, de bicicleta. Tinha longos cabelos brancos, esvoaçantes. Seus olhos eram opacos e cegos. Passou ali, sem o perceber.
Amedrontado, continuou seu caminho. Seu amor agora estava envolta em brumas. Chamava-a, porém, não havia resposta. Somente silêncio e solidão. Olhou a sua frente e, novamente, o vulto branco passou por ele, de bicicleta, sem se importar.
Ajoelhou-se, aos prantos. Virou-se para voltar para seu quarto, correndo. Seus passos ecoavam pela estrada, protestando contra o que viu. Continuou por muito tempo, mas tudo parecia igual, estático, congelado. Até que, por entre as nuvens, ele apareceu.
Cheio de raiva, suas luzes o açoitaram nas costas. Eram chicotes e garras afiadas, cheias de ódio e ciúmes. Eram braços octópodes, tentáculos e sete cabeças cheias de dentes. Virou-se para confrontá-lo e perdeu os sentidos. Em seu último momento, foi cego pela luz.
Acordou em sua cama, suando frio. Olhou para fora e a noite continuava quieta. A estrada o observava, silenciosa. Seu vestido esvoaçava e seus olhos negros engoliam a pouca luz das estrelas. Fixou seu olhar e sorriu, com dentes brancos em sua boca vermelha.
Sussurou-lhe ao ouvido, uma pequena melodia:
"Não existe esperança, somente ilusão.
Não existe despertar, somente esquecimento.
Não existe inocência, somente morte."
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Destin
Levantou e foi até a janela. Era madrugada. Despertara sem motivos e não conseguiu voltar a dormir. Ali, da janela do quarto, contemplou a cena morosa; prédios e mais prédios formavam uma textura de uma dita selva de concreto, ao passo que o seu próprio prédio se encontrava ao lado de uma reserva de mata nativa. Uma moto passava de tempos em tempos, enquanto pássaros cantavam naquela hora inadequada. A justaposição de cenários transmitia uma sensação de inquietude paradoxal. De qualquer forma, bocejou e pôs-se a fazer qualquer coisa a fim de adormecer. Afinal, eram duas horas da manhã e teria que acordar daqui a cinco horas.
Tentou adormecer, primeiramente, da forma mais comum. Deitou sua cabeça no travesseiro e ficou quieto. Mas, a irrequietude do momento era grande, então passou à missão de encontrar alguma posição confortável. De qualquer forma, as vozes dos seus pensamentos gritavam por atenção, em uma velocidade vertiginosa, sempre que tentava negá-las espaço. Passou-se uma hora. Nada. Assim, resignado, levantou-se.
Olhou ao redor, no quarto pequeno. Tinha uma escrivaninha, uma cama, um criado-mudo e um guarda-roupa pequeno. Perturbou-se com aquela disposição: ora, a escrivaninha perto da janela o incomodava havia algum tempo. Pensara em colocar na parede oposta, porém teria que deslocar o guarda-roupa para perto da janela. Estendeu-se na cama pensativo, mãos na cabeça, pensando no trabalho e no cansaço que sentia: mesmo tendo dormido, seus olhos pareciam cheios de areia. Amaldiçoou a insônia que o tomou e começou a mudança.
Primeiro, afastou o guarda-roupa até a porta, arrastando a madeira no assoalho. Madeira com madeira, um crepitar conhecido. Unha na lousa ressoando pela noite. O guarda-roupa era pesado, estava cheio. A operação levou certo tempo, sempre barulhenta, irriquieta. Ao término, sentou-se à cama para descansar.
Depois de recuperar o fôlego, retirou os objetos da escrivaninha. Colocou-os ao chão um por um: alguns livros, algumas folhas rabiscadas com traços ininteligíveis, um porta-retrato vazio. Tirou as gavetas e as empilhou ao lado. Após livra-la de seus pertences, passou a empurra-la, repetindo o ruído estridente no meio da noite. Ao longe, um cachorro latiu, o eco daquela manifestação longínqua preencheu ainda mais o espaço já ocupado pelo som do arrastar. Após certo tempo, a escrivaninha já estava onde queria, perto da janela.
Após colocar os objetos nos seus devidos lugares, livros, folhas rabiscadas, o porta-retrato, sentiu um pouco de sono. Deitou-se e tentou deixar os pensamentos se esvairem. No começo, galopavam, furiosos, fugindo do sono. Após certo tempo, fizeram um caleidoscópio de frente a seus olhos, compondo histórias. Em uma delas, tentara adormecer, mas não conseguia. Levantava-se e ia espiar pela janela, mas a noite era escura. Em outra, queixava-se que a escrivaninha e o guarda-roupa estavam desalinhados e com os lugares trocados. De tempos em tempos, despertava sobressaltado pensando ver a poeira filtrada pela luz do Sol. Logo, voltava a dormir novamente. Despertou.
Levantou e foi até a janela.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Gravée
"And tear us apart and make us meaningless again"
- Muse.
De saltos altos apressados, tão fugidios,
Fixaram-se, gravados em alto relevo.
Também o frio e o nevoeiro daquele dia,
Meu coração, envolveram e logo soaram
No piano, num concerto de despedidas.
Enquanto o mundo passava ali tão certo,
Horas, imponentes e imortais, se foram.
Estática foi a memória em mim gravada.
Lembro-me do rugido da locomotiva:
Gritou tão forte ao te levar para longe
Enquanto eu chorava baixo para ficar.
Daquele olhar que me deu ao partirmos
Compus um quadro onde sua esperança
Eram raios de Sol naquele dia tão cinza.
Daquele sorriso que me deu de consolo
Fiz esculturas de mil histórias e heróis
Nas quais éramos salvos pelo destino.
Ai de mim, mal sabia o sabor da mágoa.
Ai de mim, solitário, fiquei aos prantos.
Esqueci-me do nome da noite e do dia.
Ai de mim que fui tal lenha e gasolina.
Ai de mim, adormecia nos seus trapos
Que deixou ali para me sentir contigo.
Daquele quadro que compus, amarelo,
Fiz novos cenários em ocre e marrom,
Minhas florestas silenciosas e vazias.
Daquelas esculturas de mil histórias,
Fiz releituras de vidas passadas para
Enganar a memória, em mim, gravada.
Aqui, o frio me arremete ao contemplar
Nosso cenário quebrado, doce e onírico.
Foi-me aconchego decadente e amor.
Gravou-me impiedosamente, seu beijo
Que, ávido, barganhei pela minha vida
Sem saber que abraçava minha morte.
sábado, 24 de outubro de 2015
Lamento de Dido
Mote:
"Lágrimas escorreram das viúvas em luto
De corações enegrecidos ao contemplar
A névoa que tomou os dias quentes
Em seus toques frios, pálidos e cinzas."
Vejo minhas mãos ressecando, lentas
No meu caminhar doloroso, retorcido,
As horas, essas sim tem pressa e fogem
Dissolvem-se nas brumas do ocaso.
Meus amores, que m'embriagaram,
Eram próprios à lua em beleza e
Dessa mesma sorte, severa e fatal,
Minguam, indiferentes às lagrimas.
A amizade, uma flor lasciva ao sol,
Em verões quentes, ébrios de cerveja,
Ressecadas pelas incertezas d'outono
E, no inverno, ceifadas pelo descaso.
Se busco o consolo de minha presença,
Falham minhas memórias fugidias,
Onde era a esperança, é-me apatia
Tudo o que resta, a certeza d'olvidar.
O que é o beijo legítimo do fim
Além d'oblívio, ingrato vazio?
Justo, como o incêndio que ceifa
Minhas lembranças desbotadas.
Em meio ao caminho de pedras
Onde vagas faces devoram o tempo
Apáticas, para serem labaredas,
Definho, pesaroso.
"Lágrimas escorreram das viúvas em luto
De corações enegrecidos ao contemplar
A névoa que tomou os dias quentes
Em seus toques frios, pálidos e cinzas."
Vejo minhas mãos ressecando, lentas
No meu caminhar doloroso, retorcido,
As horas, essas sim tem pressa e fogem
Dissolvem-se nas brumas do ocaso.
Meus amores, que m'embriagaram,
Eram próprios à lua em beleza e
Dessa mesma sorte, severa e fatal,
Minguam, indiferentes às lagrimas.
A amizade, uma flor lasciva ao sol,
Em verões quentes, ébrios de cerveja,
Ressecadas pelas incertezas d'outono
E, no inverno, ceifadas pelo descaso.
Se busco o consolo de minha presença,
Falham minhas memórias fugidias,
Onde era a esperança, é-me apatia
Tudo o que resta, a certeza d'olvidar.
O que é o beijo legítimo do fim
Além d'oblívio, ingrato vazio?
Justo, como o incêndio que ceifa
Minhas lembranças desbotadas.
Em meio ao caminho de pedras
Onde vagas faces devoram o tempo
Apáticas, para serem labaredas,
Definho, pesaroso.
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
A Morte e a Criança
Me perdi nas palavras da criação
Uma criança cuja cabeça despontou
Do buraco da toupeira curiosa
Logo voltou e caiu, e caiu.
Caiu para onde? Não tem pra onde.
Mas, ainda esperou silenciosamente
Esperou as nuvens roxas da noite
Esperou a carícia da madrugada.
Criança fugida nadou no oceano
E pro oceano foi-se indo, nas águas
Fundindo-se com o céu noturno
Órion encontrou Escorpião.
Das espumas, despontei, hesitei,
Corri para a areia, provei a poeira,
Mas, ainda, sim, provei da cerveja
Embriaguei-me de sal iodado.
Como poderia saber dessa Dança
Da Morte que tomamos parte? Não poderia.
Um beijo de morte para a brisa que me leva.
Um beijo de morte para a noite que me toma.
Uma criança cuja cabeça despontou
Do buraco da toupeira curiosa
Logo voltou e caiu, e caiu.
Caiu para onde? Não tem pra onde.
Mas, ainda esperou silenciosamente
Esperou as nuvens roxas da noite
Esperou a carícia da madrugada.
Criança fugida nadou no oceano
E pro oceano foi-se indo, nas águas
Fundindo-se com o céu noturno
Órion encontrou Escorpião.
Das espumas, despontei, hesitei,
Corri para a areia, provei a poeira,
Mas, ainda, sim, provei da cerveja
Embriaguei-me de sal iodado.
Como poderia saber dessa Dança
Da Morte que tomamos parte? Não poderia.
Um beijo de morte para a brisa que me leva.
Um beijo de morte para a noite que me toma.
sábado, 11 de abril de 2015
Uma casinha na montanha
Ao lado de um lago que reflete um céu sem nuvens,
Uma casinha de madeira, um casal de velhinhos...
É outono, minha linda, acenda a lareira... Vamos...
Pego lenha lá no bosque, o cheiro da terra úmida,
Do cogumelo, do pinho, d'água corrente,
A chaleira apita, chiando, as gotas escorrendo,
Suas lágrimas descendo lentamente seu corpo.
Servido a mesa tosca, sem bolachas, sem toalha,
Porém na temperatura de um coração em paz.
Perto da temporada do salmão, no frio dos montes,
No lago que é um abraço de uma mãe carinhosa
E um devaneio de uma vida tão distante.
Um beijo de um minuano enquanto o Sol oblíquo
Vai passando devagarinho pelo horizonte.
Lua cheia que sangrou meu coração refletiu
No espelho dos meus olhos marejados,
Enquanto ruge o vento, uiva e bate nas charnecas,
Bate na cara, bate no cão e no urso, no lobo,
Bate nas lápides, nas cruzes, na capelinha,
Bate nos transeuntes de uma cidade ao norte,
Risca o rosto até enrubescer, na noite sem horas,
Quando a constelação de escorpião sorriu de volta,
Sorriu para mim, para meu pai, para meu avô,
Para minha mãe, meus irmãos, meu espírito.
Caminhei até o lago, era madrugada. Cerração.
Insone, olhei para o espelho desvanecido em névoa,
Quis me dissolver nesse abraço frio e sem memória.
domingo, 15 de março de 2015
Meu vazio
As horas passam pelo meu pescoço.
A linha do tempo, uma corda cruel
Roçando gentilmente. Uma cobra
Deslizando para o bote preciso.
Suas fibras são os tristes segundos
Perdidos de minha vida seca,
Inútil e descabida; e seu veneno
É o sopro que me faz despertar.
A agonia das manhãs certeiras,
Uma após a outra, rumo ao nada.
Vazio amorfo e eterno, sereno,
Meu vazio cheio de ansiedade.
A linha do tempo, uma corda cruel
Roçando gentilmente. Uma cobra
Deslizando para o bote preciso.
Suas fibras são os tristes segundos
Perdidos de minha vida seca,
Inútil e descabida; e seu veneno
É o sopro que me faz despertar.
A agonia das manhãs certeiras,
Uma após a outra, rumo ao nada.
Vazio amorfo e eterno, sereno,
Meu vazio cheio de ansiedade.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Místico New Age Pentecostal Giratório
(1)
Não soube se eram pedras, ruínas de outro mundo,
Muros caídos, padrões desenhados em um campo.
Uma vila abandonada tomada pela hera e morcegos,
Despontando logo ali, na praça central, no domingo.
(2)
Andando pelas ruas, me deparo com essa cicatriz,
Traços na pele de uma planície seca, palpitando,
Sorvendo as últimas lufadas de ar, moribunda,
Enquanto padece, é infestada e explorada.
(3)
Vida, essa que não tem muito o porquê do ser
Vai sendo marcada diariamente por tatuagens,
Doloridas, prazerosas, do escarlate ao turquesa,
Até chegar ao preto no branco cruel e escarificado.
(4)
Dizem ainda que na pele vagam fantasmas, aparições,
Reingressantes, doppelgangers, cicatrizes astrais,
Nos infinitos planos em que se repetem fatos
De karmas fatoriais de inflações infinitesimais.
(5)
Naquela avenida ainda, assombração deve ter sim,
Pois todo verão, pessoas são tragadas para o rio,
Para buracos e valas comuns, pelas enxurradas
Como um sacrifício moderno a algum deus decadente.
(6)
Ainda que irão para um paraíso num plano liberal,
Com sete vezes sete vezes sete virgens incansáveis
Porque trabalharam como ovelhas por todas a vida
E foram sacrificados para o deus lovecraftiano.
(7)
Alguns ainda viraram esses revenantes chatos,
Porque morreram de tédio e de vida em correntes,
Dado nenhuma opção melhor, assombram do centro
De Santa Bárbara d'Oeste até Miami Baby e Londres.
(8)
Chato é não ter a opção de sumir completamente,
Ora tem o céu, ora o inferno comunista gayzista,
Pois fazemos sexo antes do casamento ou ainda
Entregamos-nos a preguiça, as drogas e a vida real.
(9)
O paraíso das virgens ainda é melhor que o céu
Da contemplação infinita dos anjos na paz completa,
Um estado de existência meio não existente, permita-me,
Virar uma vagem em meio a uma plantação de leguminosas.
(10)
Assim, embora não querer querendo cortar a onda do Camus,
Mesmo reconhecendo o absurdo dessa tarefa tediosa,
Não se revoltando e criando essa coragem infactível,
Declaro que é melhor viver do que virar uma cenoura.
Não soube se eram pedras, ruínas de outro mundo,
Muros caídos, padrões desenhados em um campo.
Uma vila abandonada tomada pela hera e morcegos,
Despontando logo ali, na praça central, no domingo.
(2)
Andando pelas ruas, me deparo com essa cicatriz,
Traços na pele de uma planície seca, palpitando,
Sorvendo as últimas lufadas de ar, moribunda,
Enquanto padece, é infestada e explorada.
(3)
Vida, essa que não tem muito o porquê do ser
Vai sendo marcada diariamente por tatuagens,
Doloridas, prazerosas, do escarlate ao turquesa,
Até chegar ao preto no branco cruel e escarificado.
(4)
Dizem ainda que na pele vagam fantasmas, aparições,
Reingressantes, doppelgangers, cicatrizes astrais,
Nos infinitos planos em que se repetem fatos
De karmas fatoriais de inflações infinitesimais.
(5)
Naquela avenida ainda, assombração deve ter sim,
Pois todo verão, pessoas são tragadas para o rio,
Para buracos e valas comuns, pelas enxurradas
Como um sacrifício moderno a algum deus decadente.
(6)
Ainda que irão para um paraíso num plano liberal,
Com sete vezes sete vezes sete virgens incansáveis
Porque trabalharam como ovelhas por todas a vida
E foram sacrificados para o deus lovecraftiano.
(7)
Alguns ainda viraram esses revenantes chatos,
Porque morreram de tédio e de vida em correntes,
Dado nenhuma opção melhor, assombram do centro
De Santa Bárbara d'Oeste até Miami Baby e Londres.
(8)
Chato é não ter a opção de sumir completamente,
Ora tem o céu, ora o inferno comunista gayzista,
Pois fazemos sexo antes do casamento ou ainda
Entregamos-nos a preguiça, as drogas e a vida real.
(9)
O paraíso das virgens ainda é melhor que o céu
Da contemplação infinita dos anjos na paz completa,
Um estado de existência meio não existente, permita-me,
Virar uma vagem em meio a uma plantação de leguminosas.
(10)
Assim, embora não querer querendo cortar a onda do Camus,
Mesmo reconhecendo o absurdo dessa tarefa tediosa,
Não se revoltando e criando essa coragem infactível,
Declaro que é melhor viver do que virar uma cenoura.
domingo, 1 de março de 2015
Over a tiger.
I remember sunny days, lonely sunsets,
I remember life with no regrets.
Friends smiling over lost stories,
Around the fire, our days of glories.
Everything triumphs over a lone wish.
Can a lone fish sway the stream?
Can a lone fish sway the stream?
Always waiting for the Sun to come
We couldn't see it would us burn.
Every soul wants to touch the Sun now
No matter what awaits us anyhow.
Epilogue
I see my days with dry eyes, crystal clear.
Mean and bitter.
Over a tiger worries an eater.
I remember life with no regrets.
Friends smiling over lost stories,
Around the fire, our days of glories.
Everything triumphs over a lone wish.
Can a lone fish sway the stream?
Can a lone fish sway the stream?
Always waiting for the Sun to come
We couldn't see it would us burn.
Every soul wants to touch the Sun now
No matter what awaits us anyhow.
Epilogue
I see my days with dry eyes, crystal clear.
Mean and bitter.
Over a tiger worries an eater.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Canção da Separação
Minha Lua, cadê meu amor?
Como uma estrela-cadente...
Minha bela, veja bem
Do que de nós sobrou
Tome a foto que descoloriu
Com(o) nossos sorrisos frios
E olhos secos mirando o vazio.
Minha bela, fique bem,
Até o Sol surgir
Lá pelas frias horas da manhã
E abraçar uma triste órfã
Beijar-te, minha doce irmã.
É tarde, e bem sabe, amor.
Como uma estrela-cadente...
Do que de nós sobrou
Tome a foto que descoloriu
Com(o) nossos sorrisos frios
E olhos secos mirando o vazio.
Minha bela, fique bem,
Até o Sol surgir
Lá pelas frias horas da manhã
E abraçar uma triste órfã
Beijar-te, minha doce irmã.
É tarde, e bem sabe, amor.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Buffoonery
I am weak and weary something
Roaming through the night
Open the skies, let they throw their disguise
For the ones who are waiting for you
Tears are seeping on the sidewalk
Lonely tears on holyday times
Bloodstained skies, hopeless end of time signs
For the ones who are longing for it
This insidious feeling taking me up
Crawling in the salty sweat on my skin
In the revelations coming to my mind
Perverting life, seek-and-hide.
In a upside down way o' living
I didn't knew life ain't a rhyme
Nor nursery rhyme, nor fairy tale
'Tis only a sow and reap nonsense.
Roaming through the night
Open the skies, let they throw their disguise
For the ones who are waiting for you
Tears are seeping on the sidewalk
Lonely tears on holyday times
Bloodstained skies, hopeless end of time signs
For the ones who are longing for it
This insidious feeling taking me up
Crawling in the salty sweat on my skin
In the revelations coming to my mind
Perverting life, seek-and-hide.
In a upside down way o' living
I didn't knew life ain't a rhyme
Nor nursery rhyme, nor fairy tale
'Tis only a sow and reap nonsense.
domingo, 30 de novembro de 2014
De madrugada, o céu me devolve a gentileza,
Feita às estrelas, a brisa noturna, silente,
Devolve um olhar de milhares e brilhantes íris,
Tão inertes quanto minhas etéreas indagações.
Gentil universo que me acompanha nessa vida
Mísera e de inquieta palpitação tonal,
Que insiste em querer fugir do meu peito
Para encontrar lindas pedras no infinito.
Fugir da solidão que me acompanha nas ruas,
Nas horas da madrugada insone até a alvorada,
Com pássaros e melodias de calmo desespero,
Até a noite me saudar de novo, de volta.
Esse meu retrato inacabado, esboçado,
Do meu despertar, minha respiração até
O meu certo último suspiro que não tarda,
Permanece vago, indistinto e enclausurado.
Vago triste e de coração pesado, cinza,
Pela garoa da vida que se apossou de mim
Sem mesuras, sem lisonjas, para que possa
Sempre, e gentil como é, me espionar.
Feita às estrelas, a brisa noturna, silente,
Devolve um olhar de milhares e brilhantes íris,
Tão inertes quanto minhas etéreas indagações.
Gentil universo que me acompanha nessa vida
Mísera e de inquieta palpitação tonal,
Que insiste em querer fugir do meu peito
Para encontrar lindas pedras no infinito.
Fugir da solidão que me acompanha nas ruas,
Nas horas da madrugada insone até a alvorada,
Com pássaros e melodias de calmo desespero,
Até a noite me saudar de novo, de volta.
Esse meu retrato inacabado, esboçado,
Do meu despertar, minha respiração até
O meu certo último suspiro que não tarda,
Permanece vago, indistinto e enclausurado.
Vago triste e de coração pesado, cinza,
Pela garoa da vida que se apossou de mim
Sem mesuras, sem lisonjas, para que possa
Sempre, e gentil como é, me espionar.
domingo, 9 de novembro de 2014
Holometábolo
Por entre buracos de minhoca no tempo, sou isso.
Isso que não tem a definição própria e flutua, gás inútil
Indefinição, singularidade, isso complexo.
Eu, meta-morfo, processo e dia por dia, hora.
Holometábolo-me:
Cuspido ao mundo, outrora feto. Choro.
Rastejo minha face marcada até a não-vida
Outrora vida, outra hora, não.
E sugo gotículas indefinidas, exauridas. E sorrisos entre a escuridão ali.
Diria que fui embrião, ovo, ovo chocado,
Agora civilização, império, apocalipse.
Torcendo e perfurando o ar que me escapa no choro
O tempo que não existe, o tempo que não conta não conta não conta
Torce, retorce, perfura o nada que se vive, vivo e percebo, enfim,
Não sou mais o que fui e o que hei, mas agora mar de lama, no brinco.
Como areia e grama, beijo cachorros de rua, pulo corda e bato no amigo.
E anseio por algo inevitável. Eu.
Me enrolo todo em mim para acordar trinta e três anos depois.
Imago.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Sobre a seca
O ar está pesado de se respirar, a visão parece embaçada. Mas, não é necessariamente uma sensação restrita a mim, ao meu ser, pois se falam pelos cantos do calor que derrete, que invade os poros, rasteja em gotas cálidas de suor e grudam na memória. As casas são evitadas em busca de conforto artificial de salas hermeticamente fechadas, dotadas de temperatura regulável, nos locais de trabalho de poucos sortudos. Leia-se também, baixo teor de umidade, fora e dentro e em qualquer lugar. A chuva, almejada, outrora criticada aos fins de semana, é somente um murmúrio baixinho no desejo esganador de alívio. Uma esperada boa notícia dita em poucas palavras-chave, como frente fria, zonas de instabilidade, vocabulário técnico de alta umidade, alta pressão, tal como o anúncio da chegada de profetas esperados por longo tempo. Por fim, não bastasse a situação eufemisticamente chamada desconfortável, dir-se-ia que não haveria condição mais adversa. Não é possível? Pouco provável talvez, mas sim, a situação piora dia-a-dia. Estamos aqui, no nosso saudoso estado de São Paulo, as vésperas do clímax de uma das piores crises hídricas já vistas por essas bandas. Enquanto escrevo, me remete a foto de uma sistema hídrico esgotado, o solo rachado pela ação da seca, por onde antes havia uma represa. Um misto de estilo Graciano Ramos em pinceladas munchianas; uma desgraça ambiental desprovida de sentido, pautada na irresponsabilidade. Não somente administrativa, pois seria fácil maquiar a situação em termos burocráticos, mas do sentido que permeia todo o fato e a forma pelo qual a realidade foi tratada: ausência de valor a vida humana, a vida animal, nosso lar. Falta de respeito ao ser humano, para o qual os senhores que ali estão nos representando deveriam zelar; Porém, zelam por algo que, talvez hiperbolizando, sempre foi a triste miséria da nossa realidade: que nada existe de mais importante que a ganância e a vontade do poder, e todas as ações que buscam essa perpetuação são válidas e validadas, justificadas pela nossa cega democracia, ignorante no sentido literal. Por fim, agora cabe a espera, a fé, as orações aos céus, em busca de nuvens cúmulos e nimbus de negros sorrisos e olhares fulgurantes. Voltados as estrelas, nossos olhos secos, nossas gargantas frágeis e a indagação dos motivos divinos, sempre tão procurados e nunca realmente encontrados, pela razão do desmoronamento do nosso lugar seguro.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
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